Foi um sonho... foi um sonho?
Desperto. O fibrilar em meu peito me exaspera.
O arfar é grande... é intenso... o sentir é belo...
Não foi um sonho!
Dois olhares se fitavam, eu lembro;
dois olhares e um deles era o meu;
dois olhares, dois corpos, dois pensamentos;
se desejavam, ela e eu.
A trouxe em meus braços e ela deixou;
foi como tocar as nuvens de um céu distante!
Eu olhei pra ela, ela me olhou
e o plano me dizia: segue adiante!
Mas que plano?
Eu não sabia. Só sabia que existia...
Ela estava lá! Diante de mim; seu peito a pulsar. seu rosto a sorrir...
O que eram aqueles olhos? Eles ainda me fazem sufocar!
Meu peito cresce sem exitar...
Me olhavam... me olhavam tanto!
que no mundo cessava o grito, calava o pranto...
tudo em silêncio pra nós!
Eu a olhava e a desejava... como queria... como queria...
e minha alma desarmada àqueles lábios se rendia.
Um instante. Um pensamento. A tentativa final de uma razão sem sentido... malograda razão atirada ao olvido...
tenho razões maiores que ti!
Ela estava tão perto... tão perto... meu coração gritava e nada mais ouvia... meus braços com ela, meus olhos com ela... meu corpo com ela...
"Me desculpa, moça" - Apagou-se toda a luz ao meu redor.
Estava cego e surdo e mudo... o toque em seus lábios congelou-se no tempo...
O desafio de toda a poesia é descrever isto...
A dança, a música... os sentidos estavam ávidos e confinados àquela cela... como eu amo aquela cela!
Aquele momento doce que deixou um azul e um vermelho em meus lábios... Aquele momento que anulou tudo ao meu redor...
Um sol de mil anos, um paraíso... tão harmônico e pleno...
A combinação perfeita de duas almas loucas... sim, loucas! Sim, perfeitas!
Deu-me asas e vida e amor, tão bonito!
Roubas-te a cor do mundo pra colorir isto pra mim...
Condenado estou. Condenado fui por beijar os lábios da minha alma... peço: por favor, carceireiro, bom homem, leve-me ao meu cadafalso! Execute-me por fim... minha pena é amá-la pra sempre!
Matheus Santos Rodrigues Silva
"Que fique muito mal explicado! Não faço esforço pra ser entendido! Quem faz sentido é soldado!" - Mário Quintana
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Ao sol de inverno
Ela foi tudo pra mim... e eu não sei o que fazer...
Me avisaram sobre o risco de sentir coisas tão intensas... eu quis me arriscar...
Agora dói. Dói muito! Mas não importa por que a beleza ficou...
Eu não me arrependo de ter sentido tudo aquilo... tá certo que eu queria mais, mas isso é o que é...
Agora eu não vou mais deixar isso crescer em mim...
Foi eterno enquanto durou...
Matheus Santos Rodrigues Silva
Me avisaram sobre o risco de sentir coisas tão intensas... eu quis me arriscar...
Agora dói. Dói muito! Mas não importa por que a beleza ficou...
Eu não me arrependo de ter sentido tudo aquilo... tá certo que eu queria mais, mas isso é o que é...
Agora eu não vou mais deixar isso crescer em mim...
Foi eterno enquanto durou...
Matheus Santos Rodrigues Silva
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Sentença
Esta é uma sentença para Matheus Santos Rodrigues Silva; Lida com muito fogo nos olhos!
Você não tem direito a vida.
Cometeu um erro ao se atrever.
Manterei aberta esta ferida.
Nego-te o direito de esquecer.
Quero que lembre, não se esqueça;
Seu atrevimento ao me desafiar.
Condeno-te a tristeza;
Condenado estás a penar.
Eu não o mato pra que sofra.
Prefiro que morra devagar.
Por isso lhe encerro nesta masmorra.
Que morra o teu sentir! Que morra o teu amar!
Aprenda enfim que a alegria não é teu direito.
Sofra! Sofra sim! Até que tu mesmo pare o seu peito!
Mundo
Você não tem direito a vida.
Cometeu um erro ao se atrever.
Manterei aberta esta ferida.
Nego-te o direito de esquecer.
Quero que lembre, não se esqueça;
Seu atrevimento ao me desafiar.
Condeno-te a tristeza;
Condenado estás a penar.
Eu não o mato pra que sofra.
Prefiro que morra devagar.
Por isso lhe encerro nesta masmorra.
Que morra o teu sentir! Que morra o teu amar!
Aprenda enfim que a alegria não é teu direito.
Sofra! Sofra sim! Até que tu mesmo pare o seu peito!
Mundo
terça-feira, 20 de julho de 2010
Diário de guerra IV
A situação está se complicando. Estamos ficando sem muitas opções por aqui.
Aquela alcatéia imunda está ameaçando nossas posições. A vida dos homens e de nossas famílias estão em risco. Por que eu aceitei essa função? Se tivesse ficado onde estava, isso não estaria acontecendo. Minha família corre perigo e a culpa é minha!
Eu achei que seria uma honra vir pra cá. Agora eu entendo que não.
Não tive tempo de relatar nada nos últimos meses e temo não ter tempo depois, então vou colocar os fatos mais importantes aqui. Quero deixar minhas memórias para as gerações futuras. Talvez isso mostre a eles que essa guerra não tem sentido algum.
Há quatro meses, eu estava no front principal. Combatia àqueles malditos com todo vigor ao lado de meus companheiros. Avançávamos sem problemas em território inimigo, mas estava tudo muito fácil. Apesar disso, fomos ganhando confiança. Uma, duas, três semanas. Já tínhamos adentrado e estabelecido posições em 60% do território inimigo. Estava tudo correndo muito bem neste front. Éramos o orgulho da nação! Até que eles vieram... Eles brotaram do chão! Fomos cercados enquanto dormíamos! Covardes! Nós nunca atacamos durante o sono deles... e tivemos várias chances! Assim são esses animais. Não têm honra alguma! Foi uma grande confusão, todos gritavam e corriam tentando pegar alguma arma e combater... em vão... Era tarde pra lutar; por isso tentei uma outra solução, peguei todos os feridos que pude e saí de lá com o carro. Estávamos sob fogo aéreo, mas eu não estava prestando muita atenção nisso. Quando conseguimos nos colocar fora do alcance do inimigo, eu deixei os feridos e voltei pra tentar resgatar quem eu pudesse, mas fiquei horrorizado com o que vi... Todos mortos! Estavam todos mortos! Corpos amarrados nas árvores e fuzilados... vários homens mortos em suas barracas... eles não fizeram prisioneiros... não deram aos meus companheiros o tratamento respeitoso que demos a eles quando os fizemos de prisioneiros... Malditos!
Depois de muito penar, voltei e peguei os homens feridos. Consegui leva-los em segurança até um outro acampamento. Estava muito cansado. Depois de saber do ocorrido, nossos generais ordenaram o fuzilamento de todos os prisioneiros que tínhamos feito, em retaliação ao inimigo. Fui condecorado com uma medalha de honra e fui promovido a coronel. Me tornei um herói! Fiquei feliz com isso. E então soube dos avanços no outro front e fui convidado a assumir o comando de uma nova posição, bastante avançada no território inimigo. Aceitei. Fizemos um ataque perfeito e tomamos a cidade. Foi uma difícil vitória, mas isso fez parecer ainda mais importante! Assumi o comando da cidade e trouxe a minha família como prova de que confiava no nosso controle por aqui. Funcionou por um temo. Só me esqueci de que isso não tinha atingido a todos por aqui. Os prisioneiros não tinham conhecimento sobe isso e se revoltaram... devia ter ouvido o general e mandado todos pro inferno! Agora eles estão nos ameaçando. São uma ameaça séria... Se não bastasse isso, uma mulher atirou em mim quando tentei trazer paz a esta cidade. Devia ter mandado matá-la também! Tenho o coração muito mole... Ela deve estar nas nossa instalações prisionais se divertindo com algum animal de sua estirpe...
As coisas estão fugindo do controle, mas eu ainda sou o chefe por aqui. Se essa barca afundar, é meu dever afundar junto, mas eu preciso tirar a minha família daqui...
Vou me retirar e depois continuo com estas anotações, algo mais importante requer a minha atenção.
Cel Gluck
Aquela alcatéia imunda está ameaçando nossas posições. A vida dos homens e de nossas famílias estão em risco. Por que eu aceitei essa função? Se tivesse ficado onde estava, isso não estaria acontecendo. Minha família corre perigo e a culpa é minha!
Eu achei que seria uma honra vir pra cá. Agora eu entendo que não.
Não tive tempo de relatar nada nos últimos meses e temo não ter tempo depois, então vou colocar os fatos mais importantes aqui. Quero deixar minhas memórias para as gerações futuras. Talvez isso mostre a eles que essa guerra não tem sentido algum.
Há quatro meses, eu estava no front principal. Combatia àqueles malditos com todo vigor ao lado de meus companheiros. Avançávamos sem problemas em território inimigo, mas estava tudo muito fácil. Apesar disso, fomos ganhando confiança. Uma, duas, três semanas. Já tínhamos adentrado e estabelecido posições em 60% do território inimigo. Estava tudo correndo muito bem neste front. Éramos o orgulho da nação! Até que eles vieram... Eles brotaram do chão! Fomos cercados enquanto dormíamos! Covardes! Nós nunca atacamos durante o sono deles... e tivemos várias chances! Assim são esses animais. Não têm honra alguma! Foi uma grande confusão, todos gritavam e corriam tentando pegar alguma arma e combater... em vão... Era tarde pra lutar; por isso tentei uma outra solução, peguei todos os feridos que pude e saí de lá com o carro. Estávamos sob fogo aéreo, mas eu não estava prestando muita atenção nisso. Quando conseguimos nos colocar fora do alcance do inimigo, eu deixei os feridos e voltei pra tentar resgatar quem eu pudesse, mas fiquei horrorizado com o que vi... Todos mortos! Estavam todos mortos! Corpos amarrados nas árvores e fuzilados... vários homens mortos em suas barracas... eles não fizeram prisioneiros... não deram aos meus companheiros o tratamento respeitoso que demos a eles quando os fizemos de prisioneiros... Malditos!
Depois de muito penar, voltei e peguei os homens feridos. Consegui leva-los em segurança até um outro acampamento. Estava muito cansado. Depois de saber do ocorrido, nossos generais ordenaram o fuzilamento de todos os prisioneiros que tínhamos feito, em retaliação ao inimigo. Fui condecorado com uma medalha de honra e fui promovido a coronel. Me tornei um herói! Fiquei feliz com isso. E então soube dos avanços no outro front e fui convidado a assumir o comando de uma nova posição, bastante avançada no território inimigo. Aceitei. Fizemos um ataque perfeito e tomamos a cidade. Foi uma difícil vitória, mas isso fez parecer ainda mais importante! Assumi o comando da cidade e trouxe a minha família como prova de que confiava no nosso controle por aqui. Funcionou por um temo. Só me esqueci de que isso não tinha atingido a todos por aqui. Os prisioneiros não tinham conhecimento sobe isso e se revoltaram... devia ter ouvido o general e mandado todos pro inferno! Agora eles estão nos ameaçando. São uma ameaça séria... Se não bastasse isso, uma mulher atirou em mim quando tentei trazer paz a esta cidade. Devia ter mandado matá-la também! Tenho o coração muito mole... Ela deve estar nas nossa instalações prisionais se divertindo com algum animal de sua estirpe...
As coisas estão fugindo do controle, mas eu ainda sou o chefe por aqui. Se essa barca afundar, é meu dever afundar junto, mas eu preciso tirar a minha família daqui...
Vou me retirar e depois continuo com estas anotações, algo mais importante requer a minha atenção.
Cel Gluck
domingo, 18 de julho de 2010
Diário de guerra III
Pode ser que essas sejam os últimos escritos da minha vida. A situação aqui não dá segurança alguma. Tudo pode acontecer a qualquer momento.
Anteontem, chegamos à cidade. Entramos logo após os tanques do inimigo. As pessoas estavam assistindo horrorizadas àquele espetáculo. Éramos prisioneiros de guerra. Éramos troféis de combate.
Eu olhei ao redor, pra ver se encontrava um rosto conhecido, e achei Sofia! Foi um momento rápido de felicidade, mas logo em seguida eu lembrei de Ângelo... estava morto...
Não podíamos falar com as pessoas da cidade. Os soldados que nos cercavam não permitiam. Estávamos sendo levados até uma área cercada que um dia foi uma fábrica. Ficaríamos confinados lá até segunda ordem.
Chegamos e nos ajeitamos. Era degradante ver todo um batalhão de homens de bem naquela situação. Fomos humilhados.
Cada um em seu canto e logo começou a conspiração. Começamos a tramar uma saída dali, uma fuga, uma insurreição! Precisávamos fazer algo, afinal ainda éramos soldados e defensores da pátria.
Duas noites depois e estávamos prontos. O plano era simples: Durante a troca de turno dos soldados noturnos, iríamos invadir a sala de armas. Apenas dois de nós poderiam fazer isso. Mais que isso colocaria tudo a perder. O importante era sair de fininho. Os guardas nunca esperariam que duas pessoas tentassem combater todo o seu batalhão. Escolhemos dois entre nós, os mais capazes e mais corajosos. Eles entrariam na sala de armas e eliminariam um total de 15 soldados que estariam no caminho entre o resto de nós e as armas. Logo depois, o resto de nós avançaria e tomaria posse de outras armas. Mataríamos os outros inimigos e tomaríamos o controle da antiga fábrica. A partir dali, seria mais fácil organizar a libertação da cidade.
Na sexta noite de cárcere, pusemos o plano em ação. Os guardas estavam trocando de turno e nossos homens avançaram. Entraram na sala de armas e saíram atirando.A confusão começou. Ouvimos os barulhos e balas e gritos e nos preparamos. Alguns minutos depois do início da confusão, surgiram 3 soldados inimigos, armados e prontos pra atirar. Algo não estava certo. Dei um grito de avançar e todos nós avançamos contra os malditos. Eles atiraram e mataram alguns, mas conseguimos segurá-los e acabar com eles. Algo estava errado. Saímos do cárcere com 3 armas e duas granadas. Vimos os nossos dois homens no chão. Eles não conseguiram... Os soldados do inimigo já estavam a nossa frente e tivemos que nos atirar contra eles. Eles tinham mais armas e nós mais soldados. Foram muitos tiros e muitos gritos. A todo instante caiam homens ao meu lado e eu não sabia se eram dos meus ou do inimigo. Estava tudo muito confuso, até que os tiros cessaram. Tomamos o controle da fábrica, eu pensei. Era verdade. Havia muito sangue. Havia muitos mortos, mas a fábrica era nossa! Armamos o resto de nós e enviamos alguns mensageiros pela cidade, para informar a todos do ocorrido. Em pouco tempo, estava criada uma rede de comunicação por toda cidade, que conspirava contra o inimigo.
Ela veio até nós. Sofia. Procurava por Ângelo. Ela me reconheceu e conversamos. Eu disse a ela que Ângelo estava morto e ela me disse que Vânia estava doente. Não pude aceitar o motivo... Coronel Gluck. Ele comandava as operações na cidade. Eles criaram um comitê de discussão e convocaram um representante de cada bairro pra participar. Vânia foi... Ela disse que não haveria aceitação por parte da população e tentou matá-lo. O tiro acertou o braço daquele desgraçado... Ela foi presa e Gluck ordenou que ela fosse lançada aos homens. Ela foi lançada a lobos... Eles abusaram dela... Vários... Aqueles soldados imundos! Um após outro... Minha Vânia... Minha bela Vânia...
Sofia chorou muito e eu lhe entreguei a poesia de Ângelo. Ela leu e chorou mais ainda. Em soluços ela disse: "Eu te perdôo... eu te perdôo". Ela não quis saber com quem Ãngelo a traiu, então não precisei mentir em nada. A morte causa efeitos estranhos.
Preciso ir até Vânia. Preciso falar com ela. E preciso, principalmente, matar o Coronel Gluck. Se eu precisar morrer nesta guerra, eu morrerei sobre o cadáver dele!
Anteontem, chegamos à cidade. Entramos logo após os tanques do inimigo. As pessoas estavam assistindo horrorizadas àquele espetáculo. Éramos prisioneiros de guerra. Éramos troféis de combate.
Eu olhei ao redor, pra ver se encontrava um rosto conhecido, e achei Sofia! Foi um momento rápido de felicidade, mas logo em seguida eu lembrei de Ângelo... estava morto...
Não podíamos falar com as pessoas da cidade. Os soldados que nos cercavam não permitiam. Estávamos sendo levados até uma área cercada que um dia foi uma fábrica. Ficaríamos confinados lá até segunda ordem.
Chegamos e nos ajeitamos. Era degradante ver todo um batalhão de homens de bem naquela situação. Fomos humilhados.
Cada um em seu canto e logo começou a conspiração. Começamos a tramar uma saída dali, uma fuga, uma insurreição! Precisávamos fazer algo, afinal ainda éramos soldados e defensores da pátria.
Duas noites depois e estávamos prontos. O plano era simples: Durante a troca de turno dos soldados noturnos, iríamos invadir a sala de armas. Apenas dois de nós poderiam fazer isso. Mais que isso colocaria tudo a perder. O importante era sair de fininho. Os guardas nunca esperariam que duas pessoas tentassem combater todo o seu batalhão. Escolhemos dois entre nós, os mais capazes e mais corajosos. Eles entrariam na sala de armas e eliminariam um total de 15 soldados que estariam no caminho entre o resto de nós e as armas. Logo depois, o resto de nós avançaria e tomaria posse de outras armas. Mataríamos os outros inimigos e tomaríamos o controle da antiga fábrica. A partir dali, seria mais fácil organizar a libertação da cidade.
Na sexta noite de cárcere, pusemos o plano em ação. Os guardas estavam trocando de turno e nossos homens avançaram. Entraram na sala de armas e saíram atirando.A confusão começou. Ouvimos os barulhos e balas e gritos e nos preparamos. Alguns minutos depois do início da confusão, surgiram 3 soldados inimigos, armados e prontos pra atirar. Algo não estava certo. Dei um grito de avançar e todos nós avançamos contra os malditos. Eles atiraram e mataram alguns, mas conseguimos segurá-los e acabar com eles. Algo estava errado. Saímos do cárcere com 3 armas e duas granadas. Vimos os nossos dois homens no chão. Eles não conseguiram... Os soldados do inimigo já estavam a nossa frente e tivemos que nos atirar contra eles. Eles tinham mais armas e nós mais soldados. Foram muitos tiros e muitos gritos. A todo instante caiam homens ao meu lado e eu não sabia se eram dos meus ou do inimigo. Estava tudo muito confuso, até que os tiros cessaram. Tomamos o controle da fábrica, eu pensei. Era verdade. Havia muito sangue. Havia muitos mortos, mas a fábrica era nossa! Armamos o resto de nós e enviamos alguns mensageiros pela cidade, para informar a todos do ocorrido. Em pouco tempo, estava criada uma rede de comunicação por toda cidade, que conspirava contra o inimigo.
Ela veio até nós. Sofia. Procurava por Ângelo. Ela me reconheceu e conversamos. Eu disse a ela que Ângelo estava morto e ela me disse que Vânia estava doente. Não pude aceitar o motivo... Coronel Gluck. Ele comandava as operações na cidade. Eles criaram um comitê de discussão e convocaram um representante de cada bairro pra participar. Vânia foi... Ela disse que não haveria aceitação por parte da população e tentou matá-lo. O tiro acertou o braço daquele desgraçado... Ela foi presa e Gluck ordenou que ela fosse lançada aos homens. Ela foi lançada a lobos... Eles abusaram dela... Vários... Aqueles soldados imundos! Um após outro... Minha Vânia... Minha bela Vânia...
Sofia chorou muito e eu lhe entreguei a poesia de Ângelo. Ela leu e chorou mais ainda. Em soluços ela disse: "Eu te perdôo... eu te perdôo". Ela não quis saber com quem Ãngelo a traiu, então não precisei mentir em nada. A morte causa efeitos estranhos.
Preciso ir até Vânia. Preciso falar com ela. E preciso, principalmente, matar o Coronel Gluck. Se eu precisar morrer nesta guerra, eu morrerei sobre o cadáver dele!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Coincidências
Era uma vez o tempo...
O cordial som de um ponteiro cego...
Percorrendo as voltas do firmamento,
firme e sempre... sempre e velho...
Nas voltas do ponteiro um anjo é chamado:
"proteja a rosa vermelha" eles disseram,
"proteja a rosa vermelha! Proteja!"
E o anjo veio e a rosa olhou...
olhou de novo e não acreditou...
Aceita estava a ordem recebida,
morria o arcanjo pra tornar-se vida.
E desceu o anjo e um acidente...
Caiu assim, tão de repente...
Confuso ficou depois da queda,
deixando a missão não mais tão certa...
E o tempo passou e o anjo cresceu,
e a rosa vermelha então floresceu,
a rosa primeiro e o anjo depois,
na conquista se acharam marcados os dois...
E o anjo queria, mas não encontrou...
E a rosa sumia e o tempo passava,
e o anjo esperava o que nunca esperou...
O anjo primeiro, a rosa depois,
o anjo falou, a rosa atendeu...
E o nome ficou... ele não morreu!
Impressionante fato ao anjo isso foi!
Seguidos de novo que se encontraram,
e então falaram e então ouviram...
e então calaram e então sentiram...
E o anjo viu... e o anjo viu...
Mas não sabia... o que fazer?
Mas quem diria! Somente a rosa pôde dizer!
Ela disse! Ela falou!
O anjo ouviu e se encantou...
Como é bela a voz da rosa!
Protetor desde a criação;
Assim foi feito o filho de adão;
Um pequeno príncipe a cuidar de uma rosa...
uma rosa bela, uma rosa rosa!
Versos feios de um poeta louco...
ou talvez de um anjo, me importaria pouco,
mas não com a rosa...
Uma rosa-sol...
...
Matheus Santos Rodrigues Silva
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Festival literário 2008 - Poesia: Eu não sei
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Essa é uma apresentação minha no festival literário do colégio Sartre COC no ano de 2008, no qual participei com a poesia: Eu não sei, de minha autoria.
Quero agradecer em especial ao meu grande amigo Guilherme Ramos Martins ou Guiga ou Guigão ou Master, tanto faz. xD Pois é dele essa filmagem e foi ele quem postou o vídeo no youtube. Valeu Guigão!
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Eu não sei...
As vezes me sinto como se não soubesse de nada
As vezes como se nada soubesse de mim...
Sinto que sei aquilo que preciso
E que preciso saber mais e mais...
Me dizem que nunca serei feliz, enquanto não parar com essa busca infantil
Escapei disso crer por um triz! Ouço calmo e calado a voz vil...
Me perguntam diversos e digo...me perguntam então...e não sei...
Busco a resposta e não acho...me perguntam quem sou, e não sei...
E então quem eu sou? Eu não sei...
Os livros a quem pergunto não dizem...
As pessoas que amo não falam...
Os deuses, se existem, se calam...
E então quem me diz? Quem eu sou?
Desolado, cansado e vazio;
Me recolho ao leito calado;
Ouço um canto plangente e macio...É a voz do silêncio!...cortado...
A mim mesmo entrego a questão e percebo que sei responder!
E então quem eu sou?-eu me digo-Sou o hoje,se assim posso dizer...
Amanhã serei hoje e mais um, e mais dois, e mais mil, um milhão!
Serei quem aqui sempre esteve, serei mente, alma e paixão!
Mas a dúvida não esvaeceu, e então? quem sou eu?
Ainda me sinto como se não soubesse de nada..e as vezes como se nada soubesse de mim;
Parece-te estranho pensar assim ?
Eu sei! Mas não lhe posso dizer...
Apenas agora me orgulho ao saber!
E então quem eu sou? eu não sei!
E então quem eu sou? eu não sei!
As vezes como se nada soubesse de mim...
Sinto que sei aquilo que preciso
E que preciso saber mais e mais...
Me dizem que nunca serei feliz, enquanto não parar com essa busca infantil
Escapei disso crer por um triz! Ouço calmo e calado a voz vil...
Me perguntam diversos e digo...me perguntam então...e não sei...
Busco a resposta e não acho...me perguntam quem sou, e não sei...
E então quem eu sou? Eu não sei...
Os livros a quem pergunto não dizem...
As pessoas que amo não falam...
Os deuses, se existem, se calam...
E então quem me diz? Quem eu sou?
Desolado, cansado e vazio;
Me recolho ao leito calado;
Ouço um canto plangente e macio...É a voz do silêncio!...cortado...
A mim mesmo entrego a questão e percebo que sei responder!
E então quem eu sou?-eu me digo-Sou o hoje,se assim posso dizer...
Amanhã serei hoje e mais um, e mais dois, e mais mil, um milhão!
Serei quem aqui sempre esteve, serei mente, alma e paixão!
Mas a dúvida não esvaeceu, e então? quem sou eu?
Ainda me sinto como se não soubesse de nada..e as vezes como se nada soubesse de mim;
Parece-te estranho pensar assim ?
Eu sei! Mas não lhe posso dizer...
Apenas agora me orgulho ao saber!
E então quem eu sou? eu não sei!
E então quem eu sou? eu não sei!
Matheus Santos Rodrigues Silva
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