Pus-me a escrever infinitamente a uma musa que via;
alguém a quem amava, mas que não devia...
Dever é algo fraco, é um pensar de angustia,
mas que pode ser lembrado, confesso isso me assusta;
como algo bom. Um sentir doce
que faria bem, fosse o que fosse.
Mas volto a história da musa e da escrita;
ela enfrentou a dor, para vir, tão bonita,
declarar-me amor ainda que ferida e beijar os céus...
Pois para lá fomos nós após muito pranto
ter com os outros seres de aéreo encanto
papos de viveres e morreres vãos;
de tantos quereres e não quereres sãos.
Muito divertidos são estes papos
até de vampiros se discutem fatos
ou pura ficção... vem um olhar gostoso e um beijar na mão;
um toque no rosto e...
Tenho-a em meu peito a pulsar serena;
tenho em minha mente a certeza plena
de que amo a musa do verso estrangeiro que cantava;
Nossa! Eu amo a musa... ela é tão amada!
Matheus Santos Rodrigues Silva
*Para Mayana Lessa de Oliveira*
"Que fique muito mal explicado! Não faço esforço pra ser entendido! Quem faz sentido é soldado!" - Mário Quintana
sábado, 20 de novembro de 2010
Undisclosed Desires - Muse
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I know you suffered
But I don't want you to hide
It's cold and loveless
I won't let you be denied
But I don't want you to hide
It's cold and loveless
I won't let you be denied
Soothe me
I'll make you feel pure
Trust me
You can be sure
I'll make you feel pure
Trust me
You can be sure
I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty's not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart
I want to recognize your beauty's not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart
You trick your lovers that you're wicked and devine
You may be a sinner
But your innocence is mine
You may be a sinner
But your innocence is mine
Please me
Show me how it's done
Tease me
You are the one
Show me how it's done
Tease me
You are the one
I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty's not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart
I want to recognize your beauty's not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart
Please me
Show me how it's done
Trust me
You are the one
Show me how it's done
Trust me
You are the one
I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty's not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart
I want to recognize your beauty's not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart
sábado, 13 de novembro de 2010
Sussurro
Se a poesia que tomo em verdade e em meu sono
é tão grande quanto este sentir,
por deus, você tem que me ouvir
recitar meus versos em teus braços!
Seriam sons como afagos.
Toques dos mais vastos
que falariam tanto por mim...
E entenderias assim
o quanto és importante!
E assim, naquele instante
seria minha enfim!
Matheus Santos Rodrigues Silva
é tão grande quanto este sentir,
por deus, você tem que me ouvir
recitar meus versos em teus braços!
Seriam sons como afagos.
Toques dos mais vastos
que falariam tanto por mim...
E entenderias assim
o quanto és importante!
E assim, naquele instante
seria minha enfim!
Matheus Santos Rodrigues Silva
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Reverie
Corre o tempo que te cerca;
apaga a luz da noite imunda
é sacro o vento, vem e leva
a sorte em que o amor se afunda!
Palavras de um sentir escuso
olvido foi na própria morte;
velado o corpo, um intruso
perdido ao sul... perdido ao norte...
Veneno, reles suco de nada;
apaga e encerra o que não se pode pensar;
apaga a luz... simplesmente apaga...
é simples, é rápido, é fácil provar...
Livre chaga de febril açoite;
escara de um caminhar insano,
vil, senil, pueril, humano
estalar de línguas no murmurar da noite.
Sagrado manto que eu te tiro agora
e atiro e volto, está tudo lá fora...
Esquece e tece o que te chama
o ninho, o calor, o vento, a cama...
Não lembra, é nada, é fogo, é gozo
É tempo que olvida a voz e o vento é tanto
que expele a forma de maior encanto
e eu fito e eu olho aquele rosto...
E é tão cruel de se pensar...
o tempo insano não vai voltar...
é beijo, é toque, é um pensar que espanta
e vem e volta e a loucura é tanta!
;
Não lembra como, onde e porque
remete a fonte, remete a você!
E o sono vela pelo maldito...
é o corpo dela aqui já despido...
Doce mormaço desse pensar confuso;
esquecida lágrima que em vão bebi;
eu te digo, amada, se puder me ouvir
lhe prometo amor... um amor tão sujo...
Lhe prometo agora e isso é tão fácil;
é tão simples dizer pra te ter pra mim;
é mentira? não sei... acredito que sim...
Lhe prometo amor, meu amor tão falso...
Entregue-se ao toque que não pode evitar
se puder... eu errei... mas não sou eu de errar...
vire-se... deite-se.... dispa-se ao meu mundo!
olhe em meus olhos... olhe bem fundo!
Diga o que sente
me diga o porquê!
Me assombre e me atente!
Me diga: O que vê?
Matheus Santos Rodrigues Silva
apaga a luz da noite imunda
é sacro o vento, vem e leva
a sorte em que o amor se afunda!
Palavras de um sentir escuso
olvido foi na própria morte;
velado o corpo, um intruso
perdido ao sul... perdido ao norte...
Veneno, reles suco de nada;
apaga e encerra o que não se pode pensar;
apaga a luz... simplesmente apaga...
é simples, é rápido, é fácil provar...
Livre chaga de febril açoite;
escara de um caminhar insano,
vil, senil, pueril, humano
estalar de línguas no murmurar da noite.
Sagrado manto que eu te tiro agora
e atiro e volto, está tudo lá fora...
Esquece e tece o que te chama
o ninho, o calor, o vento, a cama...
Não lembra, é nada, é fogo, é gozo
É tempo que olvida a voz e o vento é tanto
que expele a forma de maior encanto
e eu fito e eu olho aquele rosto...
E é tão cruel de se pensar...
o tempo insano não vai voltar...
é beijo, é toque, é um pensar que espanta
e vem e volta e a loucura é tanta!
;
Não lembra como, onde e porque
remete a fonte, remete a você!
E o sono vela pelo maldito...
é o corpo dela aqui já despido...
Doce mormaço desse pensar confuso;
esquecida lágrima que em vão bebi;
eu te digo, amada, se puder me ouvir
lhe prometo amor... um amor tão sujo...
Lhe prometo agora e isso é tão fácil;
é tão simples dizer pra te ter pra mim;
é mentira? não sei... acredito que sim...
Lhe prometo amor, meu amor tão falso...
Entregue-se ao toque que não pode evitar
se puder... eu errei... mas não sou eu de errar...
vire-se... deite-se.... dispa-se ao meu mundo!
olhe em meus olhos... olhe bem fundo!
Diga o que sente
me diga o porquê!
Me assombre e me atente!
Me diga: O que vê?
Matheus Santos Rodrigues Silva
domingo, 31 de outubro de 2010
Sobre o aborto
Parte 1
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Parte 2
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Parte 2
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Escolhas
Meu amor, eu estou indo.
Pelas ruas desse mundo;
nem ao menos quero um rumo
eu simplesmente estou partindo.
Pelas noites, pelos dias;
pelo que virá e pelo agora;
por todas as vadias
e todas as santas que existem lá fora!
Meu amor, tanto eu tentei...
tanto eu quis prender-me a ti...
Tudo bem, eu me enganei...
Mas ao menos uma vez eu te senti...
por uma crença infundada;
um de cem que valia tanto!
Por deus, como eras amada!
Como foi terrível o teu encanto...
Eu sei o que te fiz sentir...
Eu sei o que pude despertar...
Sabia que isso teria um fim,
mas fui teimoso demais pra aceitar...
As vezes pergunto: Acabou?
As vezes penso que não...
Mas o manto que me anestesiou
rasgado foi... uma ilusão?
Eu não quis aceitar a derrota.
Eu ousei não te deixar.
Foi uma escolha idiota,
mas hoje, nada me faria mudar.
Eu sei que ainda sente algo.
Sei que já pode controlar,
mas ainda sou teu ponto fraco
e ainda que não queira, sei machucar...
Você fez a sua escolha.
Acertada eu até diria.
Se fosse diferente, teria sido tola;
escolher o incerto é minha mania!
Fizeste o melhor, o mais justo;
preferiu o honrado ao pecador.
tomou a decisão certa e sem susto
suprimiu tudo que me falou...
Você foi forte, devo admitir...
Forte e honrada, eu posso dizer
Gostou do que pôde sentir
mas mesmo assim tentou esquecer.
Você abriu mão do que disse amar.
Abriu mão depois do que teve.
Abriu mão sem me consultar.
Tirou-me água após dar-me a sede!
Você me fez sentir responsável;
me preocupar com teu bem estar...
Ferir-me a alma foi tão fácil...
Eu nem ao menos pude lutar...
No fim de tudo eu me perguntei:
isso afinal foi covardia?
Foi forte na decisão, eu sei,
mas fez da pior forma que podia...
Você disse que queria evitar a dor;
magoou a três, como isso é possível?
fez três experimentarem um tipo de horror...
Fez tudo da forma mais sofrível...
Eu não vou ficar no seu caminho.
Já deixei morrer de sede o que eu sentia...
Por isso quis ficar sozinho.
Permanecer ao teu lado só me feria
mais e mais e nunca menos...
Reascendia as velhas dores
dominava os meus pensamentos
com nostalgias de meus amores...
Eu estou indo, meu amor
e eu não vou voltar...
não como querias...
eu não posso evitar...
Sejamos então amigos.
Isso eu posso oferecer.
É um estado de menores riscos
pra pessoas como eu e você.
Não. Não somos iguais,
mas somos voláteis juntos
não podemos nos unir jamais
Poderíamos matar diversos mundos...
Nós voamos e caímos
Nós choramos, nós sentimos;
E no fim... você largou da minha mão...
e me deixou com esse gosto... amargo, horroroso... de que foi tudo em vão....
Matheus Santos Rodrigues Silva
sábado, 23 de outubro de 2010
Devaneio
É verdade que você nasceu já projetada
pra encher meus olhos de paixão.
É verdade que você é rara
e que teu sorriso negou o meu não.
É verdade que eu te quero toda
só por que te vi e aleguei ser o primeiro
que mentira a minha... que mentira boba...
Que mentira bela, eu digo ao mundo inteiro!
Eu só quis você por que não tinha escolha...
Sem você o dia não teria graça...
O soprar de um vento a ninar uma folha.
Essas pequenas coisas não seriam nada...
Que escuridão? Quero brilho?
Isso acaso existe?
A vida é um trem em cima de um trilho?
Se for, meu deus, que dor... que triste...
Matheus Santos Rodrigues Silva
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