segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ao meu amor

Meu amor morreu no parto.
Assim quis o senhor e a gente por todo lado;
pois sou um pecador e o fui no meu passado...
Mas deus é bom sujeito e logo deu um jeito e veio me ajudar;
pegou o meu amor e partiu em mil pedaços; lançou em mil espaços e mandou eu procurar.
E assim me coloquei nesse mundo errante, viajo ao mais distante a procura do meu amor.
Partido em mil mulheres, Anas, Tatis e Neres, reflexos do que eu sou.
E a cada beijo eu ajunto e cada abraço é um triunfo; dividir pra conquistar!
E um dia cada lábio estará no meu; e cada beijo que ele conheceu será um; o da mulher mais amada!
Meu resumo de anjo com fada; e assim eu respiro e me aquieto com a certeza do meu erro mais certo.
Pra mil almas foi o meu amor e mil calmas deus me tirou; por mil vezes que eu vou sofrer, por mil vezes que eu vou perecer, mil vezes eu vou sentir as mil intensidades de um só sorrir;
esperando parar e nunca mais procurar e poder só te amar!

Matheus Santos Rodrigues Silva

Benção e maldição

Deus, tu me fizeste crer no que eu sinto e no que eu amo...
Me fizeste tão humano...
Deus, tu me condenaste a não conhecer o ódio e amar sem limites, a lembrar do passado...
do passado mais triste...
Mas o pior não foi isso...
Foi me permitir lembrar e nunca esquecer de cada amar e é como morrer não poder tocar com a ferida onde eu sei que vou me curar...
Meu senhor, obrigado!
Fizeste-me humano, fizeste-me ousado!
Um ator de seu plano, um poeta, um marcado pelo que o mundo esqueceu...
Me deste a lembrança de séculos atrás;
uma última esperança do que não volta mais...
Deu-me a capacidade de amar com a intensidade dos anjos...
Deu-me amores intensos demais...
Deu-me horrores, hienas, chacais e fez de mim um lobo... e fez de mim um bobo...
Fez-me amar o que amo, fez-me amar o que sou;
Senhor, qual o seu plano?
Por que me fez amor?
Por que?..

Matheus Santos Rodrigues Silva

domingo, 29 de agosto de 2010

Time is running out


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Time is running out- Muse

I think I'm drowning
asphyxiated
I wanna break this spell
that you've created

you're something beautiful
a contradiction
I wanna play the game
I want the friction

you will be the death of me
you will be the death of me

bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it

our time is running out
our time is running out
you can't push it underground
you can't stop it screaming out

I wanted freedom
bound and restricted
I tried to give you up
but I'm addicted

now that you know I'm trapped sense of elation
you'd never dream of
breaking this fixation

you will squeeze the life out of me

bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it

our time is running out
our time is running out
you can't push it underground
you can't stop it screaming out
how did it come to this?
ooooohh

you will suck the life out of me

bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it

our time is running out
our time is running out
you can't push it underground
you can't stop it screaming out
How did it come to this?
ooooohh

domingo, 22 de agosto de 2010

Vi kaj mi

En la nokto kio kaŝas mian koron
via faco estas pli bela sonĝo
kaj via kiso estas en miaj lipoj
kaj via odoro estas en miaj manoj

Mi amas vin kaj mia koro estas via...
Pardonas min... pardonas amo mia...

Matheus Santos Rodrigues Silva

sábado, 21 de agosto de 2010

Agitated - Muse



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Agitated

You make me agitated
WIth all the things you've hated
But you're uncomplicated
So why should it affect you
That my loving was so untrue, yeah

You do it to me sweetly
To me, yeah, yeah
You do it to me lovely
To me, yeah, yeah

You try to make me crazy
You make me agitated
But we're not suffocated
And why should it affect you
That my loving was so untrue

You do it to me sweetly
To me, yeah, yeah
You do it to me lovely
To me, yeah, yeah

Sem sentido

Que fique muito mal explicado.
Não faço força pra ser entendido.
Quem faz sentido é soldado!

Mário Quintana

Tela de vidro

Forças que não me esquecem, eu vos suplico...
Mãe amada, amor que chama, eu te suplico...
Pai amado, calor da chama, eu te suplico...
Amores... amores que crescem, eu vos suplico...

No auge de minha febre eu peço, eu rogo...
Pelo fim de algo que eu não quero que acabe...
Forças deste mundo, eu vos imploro!
Acabem com esta paixão que me invade...

Esquecimento vil, graça a mim negada;
É tão cruel assim que não me acalma?
Mão solene que me ama...
Voz desgraçada, por que me chama?...

Eu sei o que é sangrar!
Eu sei o que é morrer!
Eu não consigo fazer isso!
Eu não consigo!
Desde que te conheci...

Expressão voraz de minha paixão,
És apenas o amor que eu sinto...
Escara em meu coração...
Verdade que eu tanto minto...

Possibilidade que não é...
Chance desperdiçada...
Despedida de um galé...
Aos mares foste atirada...

Veneno que me domina;
Mal que me avilta o ser;
Eu tenho mesmo uma sina...
Fadado estou a não esquecer...

Podridão em minha alma;
Câncer que me destrói;
Mácula... mácula amarga...
Sangue meu, que me corrói...

És a cura para o meu veneno...
E a culpada por me envenenar...
És o alicerce puro e pleno...
Em que insisto em segurar...

És enfim, de toda sorte...
A mancha mais pura...
A chave da minha morte...
És o veneno e és a cura...

A mortalha que agora visto,
Eu dispo logo ao te ver...
Esse sentir em que eu tanto insisto
É pro meu bem... pro meu viver...

És a escolha que eu fiz.
A decisão que eu tomei.
Se não podes ser, me diz...
Assim, calado eu morrerei...

Não me pense um suicida...
Romântico sim, eu sou.
Me despedi de uma vida
a cada amor que se acabou...

Se for pra perder você,
me diz e eu acato.
Pra nunca mais te ver,
como um ser lindo e tão amado...

E assim eu seguirei
com mais uma morte nas costas.
Outra morte minha, eu sei,
talvez vitórias... talvez derrotas...

Mas se sentir aquilo de que tanto me falou
aquilo que me deu, onde sorriu e onde chorou,
não deixe que se acabe...
Não deixe que se perca... não deixe que se mate...

Forças que me esquecem
Façam cochilar,
Os sentimentos e as preces;
É melhor dormir... e não matar...

Matheus Santos Rodrigues Silva